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PR. ROBERTO

Aquilo por que vivo, comunico. (Agostinho)
April 28

Que tipo de pastor você é?

São quase 04h da manha de segunda-feira, após um dia cansativo estressante e angustiante não consigo dormir. Ontem domingo foi  um dia daqueles em que pedimos como pastor para não existir, só não foi pior porque Deus não desampara os seus. Pode ouvir uma mensagem que falou profundamente comigo. Fico imaginando como alguém feito de carne e que possui sentimentos consegue viver da forma que vivemos como pastores, as vezes pergunto se realmente não somos todos loucos. A um tempo atrás ouvi uma palestra de Ed René Kiwitz onde ele disse que nossas igrejas querem três tipos de pastores; O pastor Show, o pastor capelão e pastor multiuso. O Pastor Show é aquele que consegue dominar um auditório ele consegue fazer seu público; rir, chorar, pular e etc. O Pastor Capelão é aquele que está pronto para estar presente num batizado, num velório, num aniversário e etc. Ele faz isto, pois está é a obrigação dele manter o bem estar dos associadas da organização a qual ele presta serviço. O pastor multiuso é aquele que está pronto para ser encanador, técnico de som, eletricista, administrador, contador, enfim ele é de tudo um pouquinho.  Estava lendo um livro de Eugene Peterson “O Pastor Contemplativo”  ao me deparar com está parte mais uma vez me senti amparado por Deus. Resolvi colocar está realidade para uma ampla discussão com os colegas e amigos.

Ser um pastor que satisfaz uma congregação é um dos trabalhos mais fáceis na face da terra—se ficarmos satisfeitos com congregações satisfeitas. O número de horas é bom, o salário é adequado, o prestígio considerável. Por que não achamos fácil? Por não nos sentimos contentes com isso? Pelo fato de termos nos proposto a fazer algo completamente diverso. Nossa intenção era arriscar nossas vidas numa aventura de fé. Nos comprometemos a uma vida de santidade. Em algum ponto, passamos a ter uma noção da imensidade de Deus e dos grandes invisíveis que penetram em nossos braços e pernas, no pão e no vinho, em nossos cérebros e nossas ferramentas, nas montanhas e rios, dando-lhes significado, destino, valor, alegria, beleza, salvação. Respondemos a um chamado para transmitir essas realidades em Palavra e sacramento. Nos oferecemos para dar liderança que liga e coordena o que as pessoas nesta comunidade de fé estão fazendo em seu trabalho e recreação com o que Deus está fazendo em misericórdia e graça.

Durante o processo, aprendemos a diferença entre uma profissão, uma arte, e um trabalho.

Um trabalho é o que fazemos para completar uma tarefa. Sua primeira exigência é darmos satisfação ao dono da tarefa que paga o nosso salário. Aprendemos o que é esperado e realizamos o trabalho. Não há nada de errado com a realização de trabalhos. Em um grau menor ou maior, todos fazemos isso. Alguém tem de lavar a louça e levar o lixo para fora.

Mas, as profissões e artes são diferentes. Nelas temos uma obrigação além daquela de agradar uma pessoa; estamos buscando ou moldando a própria natureza da realidade, convencidos de que quando cumprirmos os nossos compromissos, beneficiamos as pessoas num nível muito mais profundo do que se simplesmente fizéssemos o que elas nos pediram.

Nas artes, estamos lidando com realidades visíveis, nas profissões elas são invisíveis. A arte de trabalhar em madeira, por exemplo, tem uma obrigação para com a madeira em si, seu grão e textura. Um bom marceneiro conhece suas madeiras e as trata com respeito. Muito mais está envolvido do que agradar os fregueses, algo como a integridade do material está envolvido.

No âmbito das profissões, integridade tem a ver com coisas invisíveis: para os médicos é a saúde (não apenas fazer com que as pessoas se sintam bem); para os advogados, a justiça (não só ajudar as pessoas a conseguirem o que querem); para os professores, aprender (não encher as cavidades cranianas com informação para as provas). E para os pastores, é Deus (não aliviar a ansiedade, consolar, ou dirigir um estabelecimento religioso).

Todos começamos sabendo isto, ou pelo menos tendo uma boa idéia a respeito. Mas, quando entramos em nossa primeira igreja nos dão um emprego.

A maioria das pessoas com que lidamos é dominada por um senso do "eu" e não de Deus. Desde que lidemos com sua principal preocupação—aconselhamento, instrução, encorajamento——elas nos dão boas notas em nossos cargos como pastores. Quer tratemos ou não de Deus, elas não se importam. Flanery O'Connor descreve um pastor em tais circunstâncias como uma parte ministro e três partes massagista.

É muito difícil fazer uma coisa quando quase todos que nos rodeiam estão pedindo que façamos algo muito diferente, especialmente quando essas pessoas são amáveis, inteligentes, respeitosas e pagam nosso salário. Levantamos cada manhã e o telefone toca, as pessoas nos procuram e mandam cartas—geralmente numa ocasião de desconcertante urgência. Todos esses chamados e cartas são de indivíduos que nos pedem para fazer algo por eles, em separado de qualquer crença em Deus. Isto é, eles não vêm até nós por estarem buscando a Deus, mas por estarem procurando uma recomendação, conselhos, ou uma oportunidade, e supõem vagamente que poderíamos estar qualificados para dar-lhes isso.

Estou mantendo clara a separação entre meu compromisso e aquilo que as pessoas me pedem para fazer? Minha principal orientação é a graça de Deus, sua misericórdia, sua ação na Criação e na aliança? Estou suficientemente comprometido com isso a ponto de me recusar quando as pessoas me pedem para fazer algo que não as leve a uma participação mais madura nessas realidades? Não gosto de pensar em todas as visitas feitas, conselhos dados, casamentos realizados, comitês assistidos, orações oferecidas—um amigo chama isso de aspergir água benta sobre bonecos de palha—apenas porque me pediram isso e não me pareceu na ocasião que resultaria em qualquer mal e, quem sabe, poderia até fazer algum bem.

Gostaria de encerrar fazendo algumas perguntas aos caros colegas e gostaria de algumas respostas, pois me encontro angustiado com rumo que nossas igrejas vêem tomando.

Perguntas:

Como manter a vocação pastoral vivendo nas comunidades que estamos? Como manter um senso de vocação pastoral numa comunidade que me paga para realizar serviços religiosos? Como manter a integridade profissional em meio a um povo acostumado a fazer pesquisas comparativas, que não pratica muito os pontos mais elevados da integridade pastoral?

 

Rev. Roberto Branquinho Pereira.

March 03

Diante da posição de John Piper o que você pensa sobre divórcio e novo casamento?

 
O texto abaixo é conclusão do pensamento de Jonh Piper sobre o assunto. O texto integral se encontra no endereço: http://www.monergismo.com/textos/familia_casamento/divorcio_novo_casamento_piper.htm,  se desejar leia o mesmo na integra.
Conclusão e Aplicação
No Novo Testamento, a questão sobre o novo casamento pós-divórcio não é determinada por:
 
1- A culpa ou inocência de qualquer cônjuge. 2-Nem se qualquer cônjuge é crente ou não. 3- Nem pelo caso do divórcio ter acontecido antes ou depois da conversão de qualquer dos cônjuges. 4- Nem pela facilidade ou dificuldade de viver como solteiro pelo resto da vida na Terra. 5- Nem se há adultério ou deserção envolvidos. 6- Nem pela realidade da dureza do coração humano. 7- Nem por permissividade cultural da sociedade em redor
 
Pelo contrário, é determinado pelo fato de que:
 
1- Casamento é um relacionamento de “uma só carne” estabelecido por Deus e de extraordinária significância aos olhos de Deus (Gênesis 2.24; Mateus 19.5; Marcos 10.8). 2- Somente Deus, não o homem, pode terminar esta relação de “uma só carne” (Mateus 19.6; Marcos 10.9 – isto é porque o novo casamento é chamado de adultério por Jesus: ele assume que o primeiro casamento ainda está valendo, Mateus 5.32; Lucas 16.18; Marcos 10.11). 3- Deus termina o relacionamento de “uma só carne” somente por meio da morte de um dos cônjuges (Romanos 7.1-3; 1 Coríntios 7.39).4- A graça e o poder de Deus são prometidos e são suficientes para capacitar um cristão divorciado e fiel a ser solteiro por toda sua vida terrena, se necessário (Mateus 19.10-12,26; 1 Coríntios 10.13). 5- Frustrações temporárias e desvantagens são muito mais preferíveis que a desobediência do novo casamento, e produzirá profunda e duradoura alegria tanto nesta vida como na vida porvir.